O Zika Vírus

O mosquito Aedes aegypti sempre assombrou o Brasil causando a transmissão da dengue e da febre chikungunya. E agora também o Zika Vírus é uma realidade em nosso país.

Os primeiros relatos do Zika Vírus são de 1947, quando foi encontrado em macacos da Floresta Zika (sendo esta a origem do nome), em Uganda. Os primeiros seres humanos foram contaminados na Nigéria por volta de 1954 e sua chegada no Brasil foi considerada possível devido a realização da Copa do Mundo de 2014, quando o país recebeu turistas de várias partes do mundo, inclusive de áreas onde o vírus se encontra com maior intensidade.

No Brasil, os primeiros casos apareceram no primeiro semestre de 2015 e, apesar das autoridades de saúde terem ignorado inicialmente a sua aparição em terras tupiniquins, os casos de contaminação aumentaram de maneira incomum no país.

Como a transmissão do vírus é feita pelo nosso antigo vilão Aedes aegypti, a situação pode se agravar. Apesar das campanhas de conscientização sobre a erradicação de locais propícios para a reprodução do mosquito, o Brasil sofre ainda com picos de contaminação da dengue. Como esse mosquito também transmite o Zika Vírus, o alerta é real.

Agravando a situação, o Ministério da Saúde confirmou a relação entre os casos de microcefalia e o Zika Vírus. Com base no resultado de exames realizados em um bebê, nascido no Ceará,  o ministério confirmou o resultado do Instituto Evandro Chagas, que anunciou ter identificado a presença do vírus em amostras de sangue e tecidos deste bebê. Segundo o instituto, o bebê apresentava microcefalia e outras malformações congênitas, e que acabou morrendo.

Sendo assim, a população é extremamente importante na mobilização contra o Aedes aegypti, sendo crucial a adoção das práticas para eliminar os criadouros dos mosquitos.

As principais ações que toda a população precisa realizar são:

  • Não deixar água parada em pneus fora de uso. O ideal é fazer furos nestes pneus para evitar o acúmulo de água;
  • Não deixar água acumulada sobre a laje de sua residência;
  • Não deixar a água parada nas calhas da residência. Remover folhas, galhos ou qualquer material que impeça a circulação da água.
  • A vasilha que fica abaixo dos vasos de plantas não pode ter água parada. Deixar estas vasilhas sempre secas ou cobri-las com areia;
  • Caixas de água devem ser limpas constantemente e mantidas sempre fechadas e bem vedadas. O mesmo vale para poços artesianos ou qualquer outro tipo de reservatório de água;
  • Vasilhas que servem para animais (gatos, cachorros) beber água não devem ficar mais do que um dia com a água sem trocar;
  • As piscinas devem ter tratamento de água com cloro (sempre na quantidade recomendada). Piscinas não utilizadas devem ser desativadas (retirar toda água) e permanecer sempre secas;
  • Garrafas ou outros recipientes semelhantes (latas, vasilhas, copos) devem ser armazenados em locais cobertos e sempre de cabeça para baixo. Se não forem usados devem ser embrulhados em sacos e descartados no lixo (fechado).
  • Não descartar lixo em terrenos baldios e manter a lata de lixo sempre bem fechada;
  • As bromélias costumam acumular água entre suas folhas. Para evitar a reprodução do mosquito, o ideal é regar esta planta com uma mistura de 1 litro de água e uma colher de água sanitária.
  • Sempre que observar alguma situação (que você não possa resolver), avisar imediatamente um agente público de saúde para que uma medida eficaz seja tomada.

 

Portanto, vamos fazer nossa parte!

zica

 

 

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