Programação x DNA – Encontrando “bugs” genéticos!

Os estudos da codificação do DNA estão trazendo inúmeras possibilidades aos pesquisadores e cientistas no mundo todo. Avanços nas pesquisas, estão gerando novas formas de buscarmos soluções para problemas e doenças no mundo todo, gerando qualidade de vida e esperança para nós.

Com descobertas e novas tecnologias, pesquisadores estão tratando o DNA como se fosse um código de Computador que possui “bugs”. Com a finalidade de encontrar as causas e possíveis métodos de cura para diversas doenças, a ideia vem sendo adotada por equipes de pesquisadores ao redor do mundo.

Nosso código genético, que é escrito no DNA, é feito de sequências repetidas de 4 blocos químicos caracterizados pelas letras A, C, T e G. Com a substituição de apenas 1 letra, o organismo pode desenvolver doenças devastadoras. É neste cenário que empresas e pesquisadores vem buscando soluções para corrigir algum “bug” genético encontrado em indivíduos.

Uma dessas empresas é a Foundation Medicine, empresa criada por pesquisadores das universidades do MIT e Harvard, que começou a tratar o código presente no DNA como um código de computador com “bugs”, procurando mutações e intervenções genéticas que poderiam ser a causa de câncer em alguns pacientes.

A ideia é aprimorar a detecção de mutações em células que possam ser cancerígenas, como também desenvolver métodos e remédios que possam combater diretamente a doença, com o máximo de eficiência e o mínimo de efeito colateral. “O câncer é uma doença do código de programação humana. Se você for capaz de ler o código-fonte de uma pessoa (sua sequência genética), você pode, potencialmente, descobrir bugs e corrigir essas falhas”, explica Alexis Borisy, um dos líderes do estudo.

Desta forma é possível detectar em indivíduos específicos o melhor tratamento e remédio que combata com eficiência a doença e até mesmo corrigir falhas no DNA para evitar que essa doenças possam evoluir.

Gladstone Institutes na California nos EUA, liderados pelo cientista e pesquisador Dr Bruce Conklin, estão desenvolvendo métodos de detecção destas mutações (são raras, afetando menos de 1% das células do corpo) para que sejam comparados blocos de DNA com mutações em relação a blocos normais, conseguindo identificar então células mutantes e suas falhas.

Com a evolução de tais pesquisas e métodos, os pesquisadores acreditam que será possível editar a codificação do DNA para corrigir os “bugs” encontrados no indivíduo.”Algumas das mais devastadoras doenças que enfrentamos são causadas por minusculas mudanças genéticas. Mas estamos esperançosos que nosso método de tratar o genoma humano como linhas de código de computador, algum dia poderemos utilizar para reparar essas mutações perigosas e, essencialmente, corrigir o código danificado.” relata Dr. Bruce Conklin.

Via Olhar DigitalBusiness Insider e Herald Scotland

 

 

 

Wearables na área médica

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Com a grande evolução tecnológica novos dispositivos aparecem para melhorar a vida das pessoas em diversas áreas, a medicina definitivamente é uma delas.

Temos disponíveis hoje em dia wearables que monitoram calorias gastas, quantidade de passos dados no dia, monitoramento de nível de açúcar no sangue, temperatura da pele, qualidade do sono e até mesmo o nível de dor.

Podemos imaginar o quanto esse tipo de tecnologia poderá impactar nas nossas vidas futuramente, considerando que possuem 24 horas de dados dos usuários, podendo facilitar a identificação dos problemas pelos profissionais de saúde. O histórico do paciente seria extremamente completo.

Por conta dos vários benefícios ligados aos wearables esse tipo de dispositivo vem sofrendo uma aceleração para criação de novas funcionalidades visando a melhoria de vida e identificação de problemas ou, até mesmo, antecipação de problemas, podendo melhorar a qualidade dos tratamentos e até mesmo salvar vidas.