Zika Vírus – Novidades no combate e prevenção

Como retratamos na postagem do dia 30 de novembro de 2015 aqui no blog, o Zika Vírus ainda preocupa autoridades e pesquisadores do mundo todo.

Só no Brasil, este ano foi contabilizado até então 174 mil infecções com o vírus segundo o Ministério da Saúde. A grande preocupação são os jogos olímpicos que estão sendo realizados na cidade do Rio de Janeiro, porém segundo informações de agentes da saúde do Brasil e do mundo, o risco de contaminação é “quase zero” devido as campanhas de prevenção e combate ao vírus que antecederam os jogos.

Com relatos de contaminação em diversas partes do mundo, as pesquisas se intensificaram e algumas informações e descobertas importantes já estão sendo divulgadas.

Cientistas da Universidade do Sul da Califórnia (USC), nos Estados Unidos, estão desvendando de que maneira o vírus pode levar à microcefalia e outros problemas neurológicos em bebês. Um estudo publicado nesta quinta-feira (11) na revista “Cell Stem Cell” revelou que duas proteínas do vírus são responsáveis pela desregulação celular que resulta na malformação: NS4A e NS4B.

Os testes demonstraram que estas proteínas inibiram a formação de neuroesferas e levaram à redução da média do tamanho dessas estruturas, desregulando mecanismos celulares.

Jae Jung, um dos autores do estudo e professor do Departamento de Microiologia Molecular e Imunologia na USC, diz “É possível que, como o zika está usando a maior parte da energia, as células-tronco neurais ficam com déficits metabólicos. Portanto as chances para elas diferenciarem e amadurecerem em neurônios e outros tipos de células cerebrais são bem menores”.

Outra informação importante é de que o vírus persiste no organismo bem mais tempo do que inicialmente se acreditava. O instituto Spallanzani, especializado em doenças infecciosas, analisou uma série de amostras de um paciente de 30 anos que foi contaminado em uma viagem ao Haiti em janeiro.

A análise detectou que, 91 dias depois dos primeiros sintomas, o vírus seguia presente na urina, na saliva e no esperma. No 134º dia, apenas o esperma ainda apresentava resultado positivo.

No 188º dia, ou seja, seis meses depois dos primeiros sintomas, “a amostra de esperma seguia dando positivo”, anunciou o instituto, ressaltando que o jovem não sofria de nenhuma doença crônica ou deficiência imunitária.

Portanto, é importantíssimo a utilização de preservativos para evitar a contaminação através de relações sexuais. Levando em conta que a infecção passa despercebida em 80% dos casos, é preciso tomar atenção redobrada e seguir as orientações de prevenção.

Os EUA estão realizando intensas pesquisas para o combate a doença. No dia 04 de agosto, resultados de uma pesquisa de uma vacina contra o vírus foi publicada na revista ‘Science’ demonstrando que esta é efetiva na proteção em macacos. Os pesquisadores esperam que a fase 1 de testes clínicos em humanos dessa vacina comece ainda neste ano.

O Centro de Medicina Veterinária da Food and Drug Administration (FDA), agência americana equivalente à Anvisa, anunciou no dia 05 de agosto a autorização para o ínicio de testes com mosquitos transgênicos que se reproduzem com os mosquitos Aedes aegypti (mosquito transmissor do vírus da Zika) e tornam sua prole estéril, desenvolvidos pela empresa Oxitec, na região de Key Haven, no estado da Flórida.

No Brasil, há um teste em andamento na região central de Piracicaba, interior de São Paulo. “Esperamos obter os primeiros resultados após três a seis meses de uso do Aedes do Bem. Com isso, entramos em um novo patamar, beneficiando um número cada vez maior de pessoas e mostrando que o mosquito modificado pode ser usado em qualquer escala”, afirmou o diretor da Oxitec do Brasil, Glen Slade.

Mesmo com todas essas pesquisas e descobertas importantes, é essencial a população participar efetivamente nas campanhas de prevenção e combate ao mosquito Aedes aegypti para que as infecções acabem.

 

Big Data Revolucionando a Saúde

Big-Data-in-Healthcare

Se você deseja descobrir como o Big Data tem contribuído para construção de um mundo melhor, não há melhor exemplo que seu uso na área de saúde!

Na última década houve grandes avanços no montante de dados coletados em tudo que fazemos, assim como a habilidade de usar tecnologia para analisar e entender estes dados, transformando-os em informação. Esta transformação é o que chamamos de “Big Data”, amplamente usado em todos os setores, tornando-os mais eficientes e produtivos. Na indústria de saúde não é diferente, afinal este é um setor com imensa quantidade de dados!

Além de melhorar os lucros e diminuir despesas, Big Data tem sido usado para prever e curar doenças, melhorar qualidade de vida e diminuir a incidência de mortes evitáveis. Com o aumento da população mundial e maior longevidade os modelos de tratamento vêm mudando rapidamente e muitas decisões por trás destas mudanças são guiadas pelo Big Data. O desafio agora é compreender o máximo possível sobre o paciente (e no menor tempo possível), entendendo os sinais de doenças graves ainda em estágio inicial, o que torna o tratamento mais simples e barato. Aqui, a chave é ter em mente que a prevenção é sempre melhor que a cura.

Um mercado em grande expansão são os wearables: Fitbit, Jawbone e Samsung Gear Fit, por exemplo, que permitem acompanhamento de seu progresso e armazenamento de dados. Num futuro próximo, estes dados poderão ser compartilhados com os médicos, que os usarão para monitorar os pacientes e diagnosticar com maior precisão. E mesmo que você não esteja doente, a partir destas informações também há a possibilidade de prevenir doenças potenciais, através da mudança de hábitos.

Uma das parcerias recentemente anunciadas é entre Apple e IBM. As duas empresas vêm colaborando com uma plataforma que permitirá que usuários do iPhone e do Apple Watch compartilhem dados com o IBM Watson Health. O objetivo é descobrir novos horizontes no tratamento e prevenção de doenças de seus milhões de usuários potenciais.