Novo exame prevê o risco de AVC

Cientistas da Universidade de Oxford, Grã-Bretanha, estão desenvolvendo uma técnica utilizando ressonância magnética capaz de rastrear as carótidas, artérias que ligam ambos os lados do pescoço ao cérebro, em busca de possíveis placas de colesterol avaliando seu tamanho e os riscos de provocar um acidente vascular cerebral (AVC).

Os índices de ocorrência de AVC são altos, sendo a principal causa de incapacidade do mundo, atingindo aproximadamente 6,5 milhões de mortes anualmente. Cerca de 85% dos casos, são do tipo isquêmico, que são causados pela obstrução de um vaso sanguíneo que fornece sangue ao cerébro, bloqueando a passagem de oxigênio para as células nervosas.

Com a nova técnica, será possível reduzir os casos de AVC isquêmico, antecipando o tratamento e realizando os procedimentos corretos nos pacientes. ”Ser capaz de quantificar o colesterol nas placas carotídeas é uma perspectiva realmente animadora, pois essa nova técnica poderia ajudar os médicos a identificar pacientes em risco e tomar decisões mais informadas sobre seus tratamentos.”, disse Luca Biasiolli, um dos autores do estudo, ao jornal on-line britânico The Guardian.

Os cientistas conseguiram medir com precisão a quantidade e posição de onde essas placas de colesterol estão se formando através da ressonância magnética, permitindo talvez no futuro a remoção das placas e evitando assim o AVC. Apesar do sucesso dos estudos, a técnica deverá ainda sofrer vários testes antes de serem aplicadas nos pacientes.

Porém, é de extrema importância reduzir os fatores de risco do AVC, como por exemplo: pressão alta, diabetes, colesterol elevado, arritmias cardíacas, tabagismo, obesidade, sedentarismo e estresse, uma vez que a velocidade no tratamento é de extrema importância para o paciente necessitando então de um trabalho contínuo de prevenção.

Mais uma vez a tecnologia surge de mãos dadas com a Saúde, ajudando na preservação da vida e nos trazendo esperança.

Telemedicina

Ser diagnosticado por médicos a distância, através de videoconferência, já é realidade para o Sistema Médico da Universidade de Maryland.

Um morador de 25 anos do Condado de Cecil, localizado em Maryland nos Estados Unidos, chegou ao Hospital da União com sintomas de gripe e dificuldade para respirar. Pouco tempo depois dois médicos escanearam seus sinais vitais e perceberam baixo nível de oxigênio, além de sangue saindo de seus pulmões. Os dois médicos estavam a cerca de 96 quilômetros do paciente, em frente a 8 monitores e diversos computadores na Universidade de Maryland.

Rapidamente foi acionado um helicóptero para levar o paciente para o Centro Médico da Universidade de Maryland, onde foi medicado com antibióticos contra infecção bacteriana e colocado em uma maquina de respiração artificial.

O sistema de Telemedicina permite que médicos usem videos de alta qualidade e criptografados para monitorar pacientes em tratamento intensivo e melhorar a qualidade de atendimentos durante a noite e em fins de semana.

Com o serviço é possível que pacientes e médicos de setores rurais consigam consultar com especialistas e com hospitais melhor equipados, podendo tornar os planos de saúde mais acessíveis e diminuir custos para pacientes.

Novo tratamento contra hepatite C pode ser oferecido pelo Ministério da Saúde

    Nesta quinta-feira (27) o Ministério da Saúde anunciou o novo tratamento para pessoas com diagnostico de hepatite C. Independentemente do estágio de comprometimento, pacientes terão acesso gradativo a medicamentos que apresentam 90% de cura da doença.
Segundo o ministro da Saúde, Ricardo Barros, a medida prevê o tratamento dos casos em estágio inicial da doença para que não haja a propagação do vírus, “É uma política nova, de erradicação da hepatite C no país”, disse.
A hepatite C é subdivida entre os níveis que vai de F0 a F4. Após essas etapas, a doença pode evoluir para cirrose, câncer de fígado e levar à necessidade de transplante. Para que evitar a evolução,  a pasta estima aplicar 12 milhões de testes em todo país.
A meta do ministério é zerar a fila de pacientes graves que aguardam o tratamento para a hepatite C. Atualmente, 2.800 pessoas esperam para ser tratadas. Até o momento, são medicados os pacientes em grau avançado da doença (F3 e F4).
Atualmente, o país tem 135 mil pessoas diagnosticadas com a doença e o ministro ressalta, “Queremos alcançar as 135 mil pessoas que estão contaminadas em qualquer nível de hepatite. Nesse ano, após os 12 milhões de testes de hepatite C, vamos procurar identificar mais pessoas que precisam do tratamento. Há muitas pessoas com hepatite que não sabem. A testagem é fundamental”.

Até o próximo! 🙂