O Padrão TISS

Em 2009 a ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) elaborou a Resolução Normativa no. 190, estabelecendo a obrigatoriedade das Operadoras de saúde obterem um portal corporativo na Internet, que contenha todas as informações dos beneficiários, o Padrão TISS. *

TISS significa: Troca de Informações na Saúde Suplementar, e representa esse padrão obrigatório determinado pela ANS com o propósito de realizar trocas eletrônicas de dados referentes à saúde dos beneficiários de planos, entre os agentes da Saúde Suplementar.

O Padrão TISS foi elaborado a fim de padronizar os processos administrativos, incentivar as ações de avaliação e acompanhamento econômico, financeiro e assistencial das operadoras de planos privados de assistência à saúde e compor o RES (Registro Eletrônico de Saúde). Tem por diretriz a interoperabilidade entre os sistemas de informação em saúde preconizados pela Agência Nacional de Saúde Suplementar e pelo Ministério da Saúde, e ainda a redução da assimetria de informações para os beneficiários de planos privados de assistência à saúde.

xTiss | CloudMed Tecnologia

Por esse motivo, a CloudMed Tecnologia percebeu a real necessidade de apoiar as Operadoras de Planos a validar a troca de arquivos no padrão TISS. Logo, criamos o XTISS, uma plataforma maravilhosa de validação online de arquivos estruturados em XML que deve seguir as regras de versões impostas pela ANS.

O XTISS recepciona, analisa e critica os arquivos de maneira a apontar possíveis inconsistências na estrutura e até no conteúdo dos dados informados através de integração com sistemas de gestão de planos de cada operadora. A plataforma também possui um módulo opcional de digitação de guias, para que o prestador informe os dados e gere seus próprios arquivos XML, que posteriormente serão validados direto no sistema.

A Operadora do plano de saúde disponibiliza um portal, que através de um acesso autenticado por login e senha, permite aos prestadores de serviço fazerem o upload e/ou a digitação dos arquivos XML, e para cada arquivo enviado, uma crítica completa é realizada, apontando quais campos no XML precisam ser corrigidos através das configurações definidas pela Operadora.

Além da garantia do cumprimento das exigências mais recentes da ANS, o XTISS ainda faz o detalhamento dos erros encontrados na validação dos XMLs, com mensagens coerentes e de fácil entendimento. E por se tratar de ambiente web, a validação dos arquivos pode ser feita em qualquer lugar do mundo, a qualquer hora do dia ou da noite.

Entre em contato com a CloudMed e saiba mais sobre o XTISS!
contato@cloudmed.io

* Vide: RESOLUÇÃO NORMATIVA – RN Nº 190, DE 30 DE ABRIL DE 2009

Auditoria de OPMEs

Hoje em dia na área da saúde, dificilmente você vai ouvir falar de questões mais complexas que a questão das OPMEs (órteses, próteses e materiais especiais). Como já mencionei em outros posts, em geral, compras indevidas dos materiais de alto custo e preferência por fornecedores e/ou marcas exclusivas desencadeia gastos absurdos às Operadoras de saúde e por conseguinte, aos Beneficiários, é claro.

O conhecimento com relação a esse assunto seria bem esclarecido somente por aqueles que convivem diretamente com os auditores, pois eles sabem quão importante é a administração correta desses materiais especiais, uma vez que estão sempre acompanhando de perto todos os procedimentos, desde a solicitação até a cotação e a compra final, analisando cuidadosamente toda a documentação para finalmente autorizar… e depois recomeçar tudo outra vez.

Porém, a auditoria das OPMEs em si não depende apenas de um auditor, sendo imprescindível um posicionamento técnico além do cumprimento total da legislação vigente estabelecida pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), quer dizer, as aquisições só serão finalizadas se os profissionais responsáveis seguirem devidamente todos os padrões obrigatórios.

Desse modo, as ferramentas tecnológicas sem dúvida, têm ajudado (e muito) a otimização dos processos de compra e auditoria, simplificando os orçamentos e ampliando a visão dos compradores quanto aos fornecedores e distribuidores, isso sem mencionar a exatidão e agilidade adquiridas através delas, como prerrogativa.

À vista disso, fica mais fácil enxergar soluções práticas para a redução de gastos com os materiais especiais quando a tecnologia se torna uma aliada, ajudando a fazer acordos que não pesem tanto nos caixas das Operadoras e consequentemente melhorando as auditorias, tornando as autorizações mais corretas e rápidas, trazendo resultados satisfatórios para todos os envolvidos.

A importância das OPME’s

Já citei em vários posts que uma das áreas mais importantes, e caras, no universo hospitalar com certeza é a de OPME (órteses, próteses e materiais especiais), isso sem mencionar quão burocrática é a sua obtenção. A gestão desses materiais é, sem dúvida, complexa e não depende somente do auditor, a administração completa possui leis e trâmites incontáveis que muitas vezes atrasam os procedimentos.

Todas as etapas, desde o registro até a normalização e monitoramento das autorizações podem resultar em um desperdício de dinheiro significativo, além de prejudicar procedimentos médicos, atrasar consultas e gerar glosas.

Sabe-se que nesse setor, os gastos com todo o processo das OPME’s são os que mais sobem, ocasionando grande impacto financeiro para os hospitais, Operadoras de Saúde e portanto, para os Beneficiários. Dessa forma, é necessário que todos os materiais sejam cuidadosamente avaliados e cotados, já que a diferença de preço entre um fornecedor e outro é absurda, além disso, todos os produtos precisam estar devidamente padronizados conforme a legislação vigente.

A utilização das novas tecnologias tem colaborado muito para a melhoria da administração das OPME’s, da mesma maneira que facilita cotações, orçamentos e a compra final. O monitoramento eletrônico das aquisições ajuda a evitar faturamentos fraudulentos e compras indevidas, reduzindo drasticamente o desperdício de dinheiro. Também é possível monitorar o que entra e sai do estoque, quais usuários fizeram as compras, quais são os fornecedores e verificar as notas fiscais sempre que necessário.

É claro que a inteligência artificial otimiza o desempenho das tarefas, mas nem só de tecnologia se mantém um hospital, o bom senso deve fazer parte do dia-a-dia das distribuidoras, compradores e auditores, tornando esses investimentos cada vez mais corretos a fim de melhorar os lucros e evitar dores de cabeça.