Variação ou fraude?

Aproximadamente 10% do total das despesas assistenciais das Operadoras de Saúde são gastos com Órteses, Próteses e Materiais Especiais (OPME). A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) apresentou um estudo que comprova que a variação dos valores das OPMEs ultrapassa os 3.000%. Para chegar nesta conclusão, utilizaram a endoprótese vascular e os stents farmacológicos como exemplo, pois estes são os materiais implantáveis mais utilizados pelas Operadoras de Planos de Saúde.

Através deste estudo, foi possível verificar grandes variações de preços entre os estados brasileiros, incluindo as condições de compra. Porém, a diferença entre os valores de comércio é inevitável, incluindo as condições de frete, estoque, tributação e etc. Entretanto, haviam variações tão absurdas, que evidenciaram vendas fraudulentas, antiéticas e ilegais

O estudo também exibiu diretrizes de boas práticas na utilização das OPMEs, visando priorizar a clareza nos processos de aquisição para evitar procedimentos cirúrgicos desnecessários e perigosos.

Um questionário foi elaborado e cedido aos beneficiários a fim de melhorar o conhecimento sobre os implantes, e um outro foi cedido aos que já passaram por procedimentos cirúrgicos, explicando quais foram os materiais utilizados em cirurgia, como os eles funcionam e se necessitam manutenção, e quais cuidados pós-operatórios devem ser tomados.

Desde então, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) padronizou a nomenclatura das OPMEs, causando uma revisão mais detalhada nos demais produtos da saúde, revisando também todos as informações das OPMEs, consequentemente. Desse modo, é possível verificar os materiais disponíveis no comércio, comparar os valores, simplificar sistemáticas sanitárias, fiscalizar o mercado e a aquisição dos materiais.

Por fim, hoje em dia já podemos contar com as ferramentas tecnológicas, que tornaram a compra dos materiais especiais mais fácil, e ainda priorizam a qualidade e a ética, otimizando todo o processo e evitando golpes.

Benefícios do Padrão Tiss

Como já dito antes, o Padrão Tiss é um padrão obrigatório estabelecido pela Agência Nacional da Saúde Suplementar (ANS) em 2009, que estandardiza e faz a troca das informações dos beneficiários dos planos privados.

Através do lançamento de novas versões, ele vai otimizando os processos de compatibilidade dos variados sistemas tecnológicos de saúde utilizados pelas Operadoras, melhorando a obtenção dos dados dos pacientes entre os Agentes da Saúde Suplementar e, consequentemente, colaborando ao compor o RES (Registro Eletrônico de Saúde).

Por meio da implementação do Padrão Tiss, é possível perceber a melhora na compatibilidade das informações e a diminuição nos erros e na divergência de dados dos beneficiários dos planos de saúde. Dessa maneira, a exatidão do padrão acaba colaborando não só com a precisão dos dados, mas também com a redução de possíveis golpes que afetariam tanto os beneficiários quanto os prestadores de serviços.

Além de padronizar e agilizar a troca de informações, o padrão Tiss ajuda a melhorar a administração do hospital e ainda contribui com a redução do uso de papéis, que sempre foi muito utilizada na área da saúde, evitando possíveis perdas de documentos em gigantescos arquivos de papel e claro, ajudar o meio ambiente. É a tecnologia da informação sempre colaborando com o setor da saúde, descomplicando os procedimentos e trazendo resultados mais corretos e claros.

Embora seja usado para trocar informações referentes à saúde de pacientes, o padrão Tiss também pode corrigir erros administrativos e financeiros, incluindo processos de cobrança, os quais visam acabar com os atrasos nos pagamentos, reduzindo glosas.

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É a plataforma perfeita para analisar, criticar e validar os arquivos XML seguindo todas as normas impostas pela ANS, tornando todo o procedimento ainda mais fácil e seguro.

Assim, mediante ao supervisionamento confiável dessas informações, as Operadoras de Saúde e os Prestadores terão mais comunicação, dados mais exatos e em consequência disso, até as fraudes vão diminuir.

O Mercado Obscuro das OPME’s

A “máfia das OPMEs” foi uma das piores situações na história do Sistema de Saúde do Brasil. Depois desse episódio, a ANS (Agência Nacional da Saúde Suplementar) e as Operadoras de Saúde têm se esforçado muito para impulsionar medidas que sejam capazes de controlar melhor a compra e a utilização desses materiais especiais, visando assegurar que os procedimentos sejam mais transparentes, e que as informações e o financiamento sejam analisados cuidadosamente.

À vista disso, para que seja possível garantir mais segurança aos Beneficiários, é necessário verificar e consertar o máximo de irregularidades possível, já que certos procedimentos são irreversíveis, tais como intervenções cirúrgicas desnecessárias, por exemplo, que colocam a vida dos pacientes em sério risco.

Tentar amenizar os prejuízos financeiros também é inevitável, sabendo que houveram várias compras e pagamentos indevidos, onde eram cobrados preços absurdos, chegando a ultrapassar até 8 vezes mais do que o valor real das órteses e próteses, que na verdade ninguém precisava.

Mas não é só no Brasil que essas fraudes acontecem. A variação de preços também é assustadora nos Estados Unidos, podendo chegar a 95% de diferença entre um fornecedor e outro. Porém, lá já existem leis específicas que proíbem o pagamento de propinas, ao contrário das legislações brasileiras que, por incrível que pareça, não criminalizam esse tipo de infração. As comparações não param aí, pois nos EUA os falsos sinistros são duramente bloqueados e os responsáveis têm de pagar multas altíssimas além de ir para a cadeia.

Em razão disso tudo, a ANS e as Operadoras vêm tomando providências acerca do assunto, exigindo auditorias e relatórios mais detalhados, a fim de melhorar o mercado das OPMEs, tornando seu uso mais sensato, evitando rombos e garantindo a segurança dos Beneficiários.

Uma das melhores soluções é a implantação de plataformas tecnológicas que controlem todo o processo de cotação das OPMEs, onde o passo a passo é minuciosamente verificado, e o auditor pode autorizar ou não a compra final, impedindo a aquisição de produtos superfaturados e golpes.

Assim, a tecnologia trabalha a nosso favor, otimizando os procedimentos e até servindo de exemplo para que as atividades funcionem corretamente no mercado obscuro das OPMEs.

TI Hospitalar

Ao observarmos o dia a dia de um hospital, mal paramos para pensar no funcionamento dos sistemas que os profissionais têm que utilizar para manter as informações sempre atualizadas e sistematicamente organizadas.

Da mesma forma, é estranho imaginar que atualmente praticamente tudo depende da Tecnologia da Informação, e que se não fosse assim, um hospital não funcionaria tão corretamente quanto acontece hoje. Chegamos a um ponto de exatidão tão eficaz através da TI, que fica quase impossível cogitar a ideia de que, sem ela, haveria pouquíssimo o que fazer.

Na verdade, sem essas ferramentas inteligentes, o declínio seria gigantesco, podendo causar problemas sérios pela ausência de dados, medicamentos e insumos, já que hoje em dia tudo isso é controlado minuciosamente pelos sistemas, e seria praticamente impossível manter tais tarefas manualmente.

Como já citei em outros posts, por meio da Tecnologia da Informação as atividades dentro dos hospitais ficaram mais rápidas, exatas e fáceis de executar. Na recepção, por exemplo, apenas ao digitar os dados do paciente já se pode saber todo seu histórico de enfermidades, datas das últimas consultas, além de informações básicas como endereço, telefones e etc. Dessa maneira, o primeiro atendimento se torna mais ágil e eficiente, simplificando as etapas seguintes.

Do mesmo modo, atividades mais complexas como a aquisição de órteses, próteses e materiais especiais também ficou mais simples devido à TI, pois com apenas um clique já é possível realizar orçamentos e auditorias completas, facilitando a obtenção e ao mesmo tempo, evitando compras desnecessárias e fraudes.

Finalmente, pode-se dizer sem receio que a Tecnologia da Informação está presente em tudo nos dias de hoje, tornando o ambiente hospitalar mais prático e preciso, resultando em melhoria contínua para o hospital e para os pacientes.

A Tecnologia na Gestão de OPMEs

Nos dias atuais, graças à evolução tecnológica já é possível controlar epidemias, evitar doenças crônicas e diminuir infecções hospitalares. Na área da saúde, a tecnologia vem marcando presença ano após ano, não só nas questões patológicas, mas principalmente nas questões éticas e econômicas.

Através desses grandes avanços, já se pode rastrear, fazer o controle de compras, vendas e identificação individual de cada OPME (órtese, prótese e materiais especiais), por exemplo, assunto que veio à tona no ano de 2015 preocupando a todos. O fato de que eram realizadas cirurgias sem necessidade, apenas para lucrar com a obtenção desses insumos de alto custo, fez com que a população abrisse os olhos para esse tema que era pouco conhecido anteriormente, e que prejudica de modo direto as Operadoras e os Beneficiários.

Desta forma, é fácil perceber como as ferramentas tecnológicas colaboram com toda a esfera hospitalar, agilizando os atendimentos, melhorando a qualidade dos equipamentos, otimizando as pesquisas que resultam em diagnósticos mais rápidos e eficazes que evitam operações desnecessárias e consequentemente salvam vidas.

A gestão correta dos materiais especiais contribui para a realização de cirurgias mais seguras através da auditoria de cada um dos insumos, que torna possível a identificação e local exato de cada material, evitando compras em excesso, preços abusivos além de impedir que algum deles seja deixado no interior do paciente acidentalmente.

De todas as maneiras, a tecnologia se tornou aliada à saúde, facilitando atividades cotidianas, e impedindo possíveis fraudes, resultando em benefícios para todos.