Fake News e Vacinas – um perigo crescente

No mundo da tecnologia, um dos assuntos mais discutidos nos últimos meses são as notícias falsas (Fake News) publicadas em redes sociais com foco em distorcer fatos ou até inventar situações para prejudicar ou favorecer interessados.

Com a facilidade que nos deparamos com notícias nas redes sociais devido a qualquer pessoa compartilhar opiniões e assuntos com extrema facilidade, aliados a rapidez e a falta de checagem de veracidade, ou até mesmo a “leitura de manchete”, faz com que mentiras sejam espalhadas causando impactos significativos na vida das pessoas.

Como vimos no último post aqui do blog, o ressurgimento de casos de Sarampo e Pólio está assustando as pessoas em áreas de risco e os responsáveis pela Saúde no país. Muito se questiona como doenças que teoricamente teriam sido eliminadas da população nas Americas, podem ter voltado de forma tão contundente em algumas regiões. Motivos para que esse retorno fosse possível são principalmente a falta de controle de vacinação, disponibilidade e principalmente as notícias e crenças falsas de efeitos colaterais que essas possam causar na população, aumentando os casos de vulnerabilidade e criando brechas para que essas doenças que não foram erradicadas em outras regiões do mundo possam voltar a ocorrer por aqui.

A falta de informação, orientação, educação e principalmente de meios incisivos de campanhas de vacinação, faz com que essas notícias falsas possam causar estragos inimagináveis para a população, como a volta dessas doenças consideradas extintas.

Na última semana, as Sociedades Brasileiras de Pediatria (SBP), de Imunizações (SBIm) e Infectologia (SBI), em parceria com o Rotary Internacional sob o apoio do Programa Nacional de Imunizações (PNI), assinaram conjuntamente um manifesto que alerta para o risco de reintrodução da poliomielite e do sarampo no Brasil. “Diante do quadro atual, há necessidade da união de esforços de todos para a manutenção do país livre dessas doenças. As coberturas vacinais ainda são heterogêneas no Brasil, podendo levar à formação de bolsões de pessoas não vacinadas”, destaca o documento. Esses “bolsões de pessoas não vacinadas” podem ser resultado de fake news e boatos, demonstrando a vulnerabilidade causada por essas práticas de pessoas que não acreditam na vacinação.

O índice de imunização no país está caindo bruscamente e a meta estipulada pelo governo está longe de ser atingida. Com esse alerta, uma campanha nacional de vacinação será realizada entre 6 e 31 de agosto. Em 18 de agosto, um sábado, postos de saúde em todo o Brasil estarão abertos para imunizar quem não recebeu doses da vacina. A apresentadora Xuxa Meneghel será madrinha da campanha. “Esse papo de ‘não precisa vacinar’ não’ é mentira. Quem está falando isso é mentiroso. Tem que vacinar, sim. Se você ama o seu baixinho, se você ama a sua baixinha, vamos vacinar”, reforça a apresentadora no vídeo institucional que ainda será lançado.

Fake News é algo tão sério que no surto de Febre Amarela que o Brasil sofreu, que o chefe da estratégia de combate à doença na OMS, Laurence Cibrelus, disse que o resultado e eficácia foi afetada pela veiculação de boatos e notícias falsas.

“Foi uma situação muito complicada no Brasil. Houve muita desinformação e comunicação falsa. O que foi intensificado pela discussão sobre a dose integral ou fracionada”, disse.

Portanto, fica claro que a comunicação, educação, orientação e divulgação de informações corretas para a população é de extrema importância para o combate, prevenção e principalmente erradicação dessas doenças.

Caso veja alguma notícia falsa ou boato, faça sua parte como cidadão e oriente as pessoas a verificarem a veracidade das informações antes de compartilharem e disseminarem informações erradas que possam causar risco a população inteira.

Ministério da Saúde atualiza casos de Sarampo no país

O Ministério da Saúde, atualizou nesta quarta-feira, dia 18 de julho, informações das secretarias estaduais de saúde. O número é assustador: são 660 casos  de sqarampo confirmados, com dois surtos concentrados nos estados do Amazonas e Roraima.

Ficou comprovado que ambos os casos estão relacionados à importação, pois o genótipo do vírus é o mesmo presente na Venezuela. Ainda, 2.529 casos estão em processo de investigação e 147 casos foram descartados.

Há também casos notificados em alguns estados, como: Rio de Janeiro (40), Rio Grande do Sul (10), Rondônia (1) e São Paulo (1).

Em 2016 o Brasil recebeu da organização Pan-Americana de Saúde o certificado de eliminação do sarampo. Atualmente são empregados esforços no sentido de interromper a transmissão.

O Ministério da Saúde oferece gratuitamente a vacina tríplice viral (que combate sarampo, rubéola e caxumba), além da tetra viral (sarampo, caxumba, rubéola e varicela).

Em crianças de 12 meses a 5 anos é recomendado uma dose da tríplice viral aos 12 meses e uma da tetra viral aos 15 meses. Para crianças de 5 a 9 anos, que não se vacinaram, recomenda-se duas doses da tríplice com intervalo de 30 dias entre as doses.

Entre os dias 6 e 31 de agosto será realizada uma campanha nacional de vacinação, sendo o dia D o sábado, 18 de agosto. O público alvo desta campanha serão as crianças de 1 a 5 anos. Os detalhes serão divulgados mais próximo a data.

Abaixo, segue algumas dicas para prevenção da doença:

sarampo

Fique atento às novidades e não deixe de vacinar!

Dia Mundial Sem Tabaco

Dia 31 é celebrado o Dia Mundial Sem Tabaco, uma data em que a OMS realiza campanhas informativas para alertar sobre os riscos que o cigarro causa.

E na campanha de ontem, a OMS tratou sobre uma questão alarmante: O cigarro mata 3 milhões de pessoas somente por doença cardiovascular a cada ano.

As pessoas erroneamente se preocupam “apenas” com câncer como doença provocada pelo consumo de cigarro e acaba passando despercebido a quantidade de doenças e problemas que o cigarro causa. A campanha deste ano visa justamente alertar para os outros riscos e até mais comuns que o consumo de cigarro provoca.

As principais doenças que a causa estão ligadas diretamente com o consumo do cigarro são o infarto e o AVC.

“Neste Dia Mundial Sem Tabaco, a OMS está chamando a atenção para o fato de que o tabaco não causa apenas câncer, mas literalmente quebra corações.” – Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS

Apesar da proporção de pessoas no mundo que consomem o cigarro ter diminuído 7% entre 2000 e 2016, há vários fatores a serem considerados quando se sai do panorama global: um deles é que o número de fumantes cresce em países de baixa renda. Outro ponto importante é que a população mundial cresceu, mantendo assim a quantidade de tabagistas.

Estamos falando de 1,1 bilhão de fumantes em risco potencial de desenvolverem doenças relacionadas ao cigarro, sendo anualmente responsável pela morte de  7 milhões de pessoas.

“A maioria das pessoas sabe que o uso do tabaco causa câncer e doenças pulmonares, mas muitos ainda não sabem que o tabaco também provoca doenças cardíacas e derrames – os principais assassinos do mundo” — Tedros Adhanom Ghebreyesus.

Diante de um cenário tão alarmante e preocupante, resta-nos aconselharmos e procurarmos ajudar familiares e amigos que são fumantes e não conseguem largar a dependência, a encontrarem uma solução e compartilhar esses dados em busca de uma conscientização deste problema mundial.

Campanha para doação de leite materno

    O Ministério da Saúde, em parceria com a Rede Global de Bancos de Leite Humano e o Programa Iberoamericano de Bancos de Leite Humano, lançou nesta sexta-feira (18), em São Paulo, a campanha nacional: Doe Leite Materno, Ajude quem Espera por Você.

Veja o vídeo da campanha:

Conheça também o passo a passo para a doação de leite materno:

 

    Benefícios para o bebê: O leite materno protege contra diarreias, infecções respiratórias e alergias. Diminui o risco de hipertensão, colesterol alto e diabetes, além de reduzir a chance de desenvolver obesidade. Crianças amamentadas no peito são mais inteligentes, há evidências de que o aleitamento materno contribui para o desenvolvimento cognitivo.

    Benefícios para a mãe: Reduz o peso mais rapidamente após o parto. Ajuda o útero a recuperar seu tamanho normal, diminuindo o risco de hemorragia e de anemia após o parto. Reduz o risco de diabetes. Reduz o risco de desenvolvimento de câncer de mama e de ovário. Pode ser um método natural para evitar uma nova gravidez nos primeiros 6 meses desde que a mãe esteja amamentando exclusivamente (a criança não recebe nenhum outro alimento) e em livre demanda (dia e noite, sempre que o bebê quiser) e ainda não tenha menstruado.

Obrigado, até uma próxima.