Otimização da gestão de OPMEs

Uma das melhores maneiras de otimizar a gestão de OPMEs é através da tecnologia atuando em sincronia com os sistemas integrados, visto que os materiais de alto custo costumam exigir muita atenção quanto aos valores.

Não tem uma só pesquisa que não confirme que os gastos com as OPMEs (órteses, próteses e materiais especiais) são os que mais pesam nos cofres das operadoras de saúde, isso sem mencionar que o comércio concorrente está em constante batalha quanto aos valores. Através dessa perspectiva, fica evidente a importância da gestão de OPMEs para as operadoras e os hospitais, já que a diferença de preço entre uma distribuidora e outra é gigante (também) pela falta de padronização.

De fato, a tecnologia se tornou um item obrigatório na hora de comprar esses insumos, pois através dela é possível analisar a qualidade, procedência e os valores dos produtos. Assim, os auditores terão dados mais claros sobre a economia e as despesas resultantes de cada aquisição, podendo transmitir todas as informações para a operadora.

Os gestores de OPME trabalham sob frequente pressão por resultados, porque os médicos exigem os melhores produtos, enquanto que as operadoras exigem os menores preços. Além disso, o gestor ainda tem normas estabelecidas pela ANVISA, que determinam de que maneira a compra deve ser feita, do começo ao fim.

Sabendo disso, a utilização dos sistemas integrados facilita o trabalho do gestor de OPME, monitorando tudo que entra e sai, quantidades no estoque, valores e claro, fornece todos os dados impostos pelo governo e pela operadora. E mais, a aquisição das OPMEs deve ser efetivada sob licitação, ou seja, requer tempo para poder receber as ofertas e escolher o melhor custo x benefício.

Ou seja, o investimento em tecnologia e sistemas integrados agiliza e simplifica o trabalho desses profissionais da área, tornando o processo de compra mais eficiente e ainda colabora para que as melhores decisões sejam tomadas.

Variação ou fraude?

Aproximadamente 10% do total das despesas assistenciais das Operadoras de Saúde são gastos com Órteses, Próteses e Materiais Especiais (OPME). A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) apresentou um estudo que comprova que a variação dos valores das OPMEs ultrapassa os 3.000%. Para chegar nesta conclusão, utilizaram a endoprótese vascular e os stents farmacológicos como exemplo, pois estes são os materiais implantáveis mais utilizados pelas Operadoras de Planos de Saúde.

Através deste estudo, foi possível verificar grandes variações de preços entre os estados brasileiros, incluindo as condições de compra. Porém, a diferença entre os valores de comércio é inevitável, incluindo as condições de frete, estoque, tributação e etc. Entretanto, haviam variações tão absurdas, que evidenciaram vendas fraudulentas, antiéticas e ilegais

O estudo também exibiu diretrizes de boas práticas na utilização das OPMEs, visando priorizar a clareza nos processos de aquisição para evitar procedimentos cirúrgicos desnecessários e perigosos.

Um questionário foi elaborado e cedido aos beneficiários a fim de melhorar o conhecimento sobre os implantes, e um outro foi cedido aos que já passaram por procedimentos cirúrgicos, explicando quais foram os materiais utilizados em cirurgia, como os eles funcionam e se necessitam manutenção, e quais cuidados pós-operatórios devem ser tomados.

Desde então, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) padronizou a nomenclatura das OPMEs, causando uma revisão mais detalhada nos demais produtos da saúde, revisando também todos as informações das OPMEs, consequentemente. Desse modo, é possível verificar os materiais disponíveis no comércio, comparar os valores, simplificar sistemáticas sanitárias, fiscalizar o mercado e a aquisição dos materiais.

Por fim, hoje em dia já podemos contar com as ferramentas tecnológicas, que tornaram a compra dos materiais especiais mais fácil, e ainda priorizam a qualidade e a ética, otimizando todo o processo e evitando golpes.

O Mercado Obscuro das OPME’s

A “máfia das OPMEs” foi uma das piores situações na história do Sistema de Saúde do Brasil. Depois desse episódio, a ANS (Agência Nacional da Saúde Suplementar) e as Operadoras de Saúde têm se esforçado muito para impulsionar medidas que sejam capazes de controlar melhor a compra e a utilização desses materiais especiais, visando assegurar que os procedimentos sejam mais transparentes, e que as informações e o financiamento sejam analisados cuidadosamente.

À vista disso, para que seja possível garantir mais segurança aos Beneficiários, é necessário verificar e consertar o máximo de irregularidades possível, já que certos procedimentos são irreversíveis, tais como intervenções cirúrgicas desnecessárias, por exemplo, que colocam a vida dos pacientes em sério risco.

Tentar amenizar os prejuízos financeiros também é inevitável, sabendo que houveram várias compras e pagamentos indevidos, onde eram cobrados preços absurdos, chegando a ultrapassar até 8 vezes mais do que o valor real das órteses e próteses, que na verdade ninguém precisava.

Mas não é só no Brasil que essas fraudes acontecem. A variação de preços também é assustadora nos Estados Unidos, podendo chegar a 95% de diferença entre um fornecedor e outro. Porém, lá já existem leis específicas que proíbem o pagamento de propinas, ao contrário das legislações brasileiras que, por incrível que pareça, não criminalizam esse tipo de infração. As comparações não param aí, pois nos EUA os falsos sinistros são duramente bloqueados e os responsáveis têm de pagar multas altíssimas além de ir para a cadeia.

Em razão disso tudo, a ANS e as Operadoras vêm tomando providências acerca do assunto, exigindo auditorias e relatórios mais detalhados, a fim de melhorar o mercado das OPMEs, tornando seu uso mais sensato, evitando rombos e garantindo a segurança dos Beneficiários.

Uma das melhores soluções é a implantação de plataformas tecnológicas que controlem todo o processo de cotação das OPMEs, onde o passo a passo é minuciosamente verificado, e o auditor pode autorizar ou não a compra final, impedindo a aquisição de produtos superfaturados e golpes.

Assim, a tecnologia trabalha a nosso favor, otimizando os procedimentos e até servindo de exemplo para que as atividades funcionem corretamente no mercado obscuro das OPMEs.

TI Hospitalar

Ao observarmos o dia a dia de um hospital, mal paramos para pensar no funcionamento dos sistemas que os profissionais têm que utilizar para manter as informações sempre atualizadas e sistematicamente organizadas.

Da mesma forma, é estranho imaginar que atualmente praticamente tudo depende da Tecnologia da Informação, e que se não fosse assim, um hospital não funcionaria tão corretamente quanto acontece hoje. Chegamos a um ponto de exatidão tão eficaz através da TI, que fica quase impossível cogitar a ideia de que, sem ela, haveria pouquíssimo o que fazer.

Na verdade, sem essas ferramentas inteligentes, o declínio seria gigantesco, podendo causar problemas sérios pela ausência de dados, medicamentos e insumos, já que hoje em dia tudo isso é controlado minuciosamente pelos sistemas, e seria praticamente impossível manter tais tarefas manualmente.

Como já citei em outros posts, por meio da Tecnologia da Informação as atividades dentro dos hospitais ficaram mais rápidas, exatas e fáceis de executar. Na recepção, por exemplo, apenas ao digitar os dados do paciente já se pode saber todo seu histórico de enfermidades, datas das últimas consultas, além de informações básicas como endereço, telefones e etc. Dessa maneira, o primeiro atendimento se torna mais ágil e eficiente, simplificando as etapas seguintes.

Do mesmo modo, atividades mais complexas como a aquisição de órteses, próteses e materiais especiais também ficou mais simples devido à TI, pois com apenas um clique já é possível realizar orçamentos e auditorias completas, facilitando a obtenção e ao mesmo tempo, evitando compras desnecessárias e fraudes.

Finalmente, pode-se dizer sem receio que a Tecnologia da Informação está presente em tudo nos dias de hoje, tornando o ambiente hospitalar mais prático e preciso, resultando em melhoria contínua para o hospital e para os pacientes.

A Tecnologia na Gestão de OPMEs

Nos dias atuais, graças à evolução tecnológica já é possível controlar epidemias, evitar doenças crônicas e diminuir infecções hospitalares. Na área da saúde, a tecnologia vem marcando presença ano após ano, não só nas questões patológicas, mas principalmente nas questões éticas e econômicas.

Através desses grandes avanços, já se pode rastrear, fazer o controle de compras, vendas e identificação individual de cada OPME (órtese, prótese e materiais especiais), por exemplo, assunto que veio à tona no ano de 2015 preocupando a todos. O fato de que eram realizadas cirurgias sem necessidade, apenas para lucrar com a obtenção desses insumos de alto custo, fez com que a população abrisse os olhos para esse tema que era pouco conhecido anteriormente, e que prejudica de modo direto as Operadoras e os Beneficiários.

Desta forma, é fácil perceber como as ferramentas tecnológicas colaboram com toda a esfera hospitalar, agilizando os atendimentos, melhorando a qualidade dos equipamentos, otimizando as pesquisas que resultam em diagnósticos mais rápidos e eficazes que evitam operações desnecessárias e consequentemente salvam vidas.

A gestão correta dos materiais especiais contribui para a realização de cirurgias mais seguras através da auditoria de cada um dos insumos, que torna possível a identificação e local exato de cada material, evitando compras em excesso, preços abusivos além de impedir que algum deles seja deixado no interior do paciente acidentalmente.

De todas as maneiras, a tecnologia se tornou aliada à saúde, facilitando atividades cotidianas, e impedindo possíveis fraudes, resultando em benefícios para todos.

Auditoria de OPMEs

Hoje em dia na área da saúde, dificilmente você vai ouvir falar de questões mais complexas que a questão das OPMEs (órteses, próteses e materiais especiais). Como já mencionei em outros posts, em geral, compras indevidas dos materiais de alto custo e preferência por fornecedores e/ou marcas exclusivas desencadeia gastos absurdos às Operadoras de saúde e por conseguinte, aos Beneficiários, é claro.

O conhecimento com relação a esse assunto seria bem esclarecido somente por aqueles que convivem diretamente com os auditores, pois eles sabem quão importante é a administração correta desses materiais especiais, uma vez que estão sempre acompanhando de perto todos os procedimentos, desde a solicitação até a cotação e a compra final, analisando cuidadosamente toda a documentação para finalmente autorizar… e depois recomeçar tudo outra vez.

Porém, a auditoria das OPMEs em si não depende apenas de um auditor, sendo imprescindível um posicionamento técnico além do cumprimento total da legislação vigente estabelecida pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), quer dizer, as aquisições só serão finalizadas se os profissionais responsáveis seguirem devidamente todos os padrões obrigatórios.

Desse modo, as ferramentas tecnológicas sem dúvida, têm ajudado (e muito) a otimização dos processos de compra e auditoria, simplificando os orçamentos e ampliando a visão dos compradores quanto aos fornecedores e distribuidores, isso sem mencionar a exatidão e agilidade adquiridas através delas, como prerrogativa.

À vista disso, fica mais fácil enxergar soluções práticas para a redução de gastos com os materiais especiais quando a tecnologia se torna uma aliada, ajudando a fazer acordos que não pesem tanto nos caixas das Operadoras e consequentemente melhorando as auditorias, tornando as autorizações mais corretas e rápidas, trazendo resultados satisfatórios para todos os envolvidos.

A importância das OPME’s

Já citei em vários posts que uma das áreas mais importantes, e caras, no universo hospitalar com certeza é a de OPME (órteses, próteses e materiais especiais), isso sem mencionar quão burocrática é a sua obtenção. A gestão desses materiais é, sem dúvida, complexa e não depende somente do auditor, a administração completa possui leis e trâmites incontáveis que muitas vezes atrasam os procedimentos.

Todas as etapas, desde o registro até a normalização e monitoramento das autorizações podem resultar em um desperdício de dinheiro significativo, além de prejudicar procedimentos médicos, atrasar consultas e gerar glosas.

Sabe-se que nesse setor, os gastos com todo o processo das OPME’s são os que mais sobem, ocasionando grande impacto financeiro para os hospitais, Operadoras de Saúde e portanto, para os Beneficiários. Dessa forma, é necessário que todos os materiais sejam cuidadosamente avaliados e cotados, já que a diferença de preço entre um fornecedor e outro é absurda, além disso, todos os produtos precisam estar devidamente padronizados conforme a legislação vigente.

A utilização das novas tecnologias tem colaborado muito para a melhoria da administração das OPME’s, da mesma maneira que facilita cotações, orçamentos e a compra final. O monitoramento eletrônico das aquisições ajuda a evitar faturamentos fraudulentos e compras indevidas, reduzindo drasticamente o desperdício de dinheiro. Também é possível monitorar o que entra e sai do estoque, quais usuários fizeram as compras, quais são os fornecedores e verificar as notas fiscais sempre que necessário.

É claro que a inteligência artificial otimiza o desempenho das tarefas, mas nem só de tecnologia se mantém um hospital, o bom senso deve fazer parte do dia-a-dia das distribuidoras, compradores e auditores, tornando esses investimentos cada vez mais corretos a fim de melhorar os lucros e evitar dores de cabeça.